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10 de novembro: dia de luta contra as Reformas e as privatizações!

31.10.17 Destaques, Geral, Notícias Tags:, ,

Organizado por diversas Centrais Sindicais, o dia 10 de novembro será um dia de luta dos trabalhadores. Greves, paralisações e manifestações acontecerão em todo país para impedir a implementação da reforma Trabalhista, que passa a valer no próximo dia 11. A data também marca a luta contra a lei da Terceirização e a reforma da Previdência.

Os metroferroviários farão parte desta mobilização. A Fenametro deliberou em sua última reunião a participação nesta data, e o incentivo que seus sindicatos façam greves, paralisações e manifestações. Estaremos juntos na luta e na resistência contra os ataques das reformas e das privatizações.

Levaremos também a nossa bandeira, contra as privatizações, pois a privatização dos metrôs e trens ameaça a qualidade do serviço, impõe altas tarifas e traz demissões de funcionários. O governo Temer ampliou o pacote de privatizações e incluiu diversos portos e aeroportos, assim como a Casa da Moeda e da Eletrobras.

Precisamos novamente mostrar que não aceitaremos a retirada dos nossos direitos! Convidamos toda a população a aderir a esta luta. Participe das greves e das manifestações na sua cidade! Pelo Fora Temer e por nenhum direito a menos! Vamos barrar as Reformas!

Entenda a retirada de direitos da Reforma Trabalhista

O governo Temer (PMDB) aprovou no início de julho deste ano a Reforma Trabalhista, uma proposta de completo desmonte dos direitos dos trabalhadores brasileiros que passa a valer neste mês.

A Reforma é um retrocesso enorme, retira inúmeros direitos conquistados pelos trabalhadores e fere, inclusive, acordos internacionais firmados pelo Brasil. Confira os principais pontos da Reforma e entenda como ela afeta a sua vida. Não aceitaremos sua implementação!

“Negociado sobre legislado”

Um dos principais pontos da Reforma é a possibilidade das categorias negociarem acordos coletivos inferiores aos previstos na legislação. A medida reduzirá direitos ao fortalecer os patrões e enfraquecer o poder de negociação dos trabalhadores.

Oficializar “o bico”

Com a Reforma será regulamentado o trabalho intermitente, liberando o contrato por horas de trabalho. Na modalidade o trabalhador não tem nenhuma garantia, não é remunerado quando está inativo e pode ser convocado pelo patrão a qualquer momento.

Manutenção da terceirização

Na Reforma é mantida a terceirização irrestrita. De acordo com as estatísticas do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), 82% dos casos de trabalho análogo à escravidão encontrados em 20 anos de combate a esse tipo de crime eram de trabalhadores terceirizados.

Grávidas em ambiente insalubre

A proposta libera gestantes e lactantes para trabalhar em ambientes insalubres, o que hoje é expressamente proibido.

Dificuldade de acesso à Justiça do Trabalho

A Reforma limitará o acesso dos trabalhadores à Justiça do Trabalho, com mudanças como a diminuição do tempo para requerer seus direitos.