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Bolsonaro anuncia ministros comprometidos com a retirada de direitos

07.11.18 Destaques, Geral, Notícias

Após uma campanha marcada pela ausência em debates públicos, discursos de ódio, e desinformação – com a divulgação de notícias falsas e acusações de disparo ilegal de mensagem via WhatsApp – Jair Bolsonaro (PSL) começa a organizar seu governo.

Como esperado, dadas as propostas de sua campanha e seus apoiadores, seu governo terá forte ligação com o setor ruralista, com as Bancadas da Bala e da Bíblia, e com personagens há muito conhecidos na política brasileira, diversos deles envolvidos em escandâlos de corrupção.

Desde que foi eleito, Bolsonaro já anunciou alguns de seus principais Ministros, e na segunda-feira, 5, seu gabinete de transição, composto até então exclusivamente por homens, 27.

Bolsonaro logo declarou que pretende fundir os ministérios da Agricultura e Meio Ambiente, e que em seu governo não haverá uma só demarcação de terras indígenas , medidas que causaram diversos repúdios, inclusive internacionais.

Confiram alguns dos ministros de Bolsonaro:

Paulo Guedes, Ministro da Economia – Braço direito de Bolsonaro, Guedes é um economista liberal. Já anunciou diversas medidas que retirarão direitos dos trabalhadores, como a Reforma da Previdência e a redução de direitos trabalhistas.

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Onyx Lorezoni (DEM), Ministro da Casa Civil – Nomeado oficialmente como ministro extraordinário, é o responsável pela equipe de transição de Bolsonaro. Lorezoni já assumiu publicamente ter recebido R$ 100 mil de propina da JBS, e também está envolvido em outros escândalos de corrupção, como as delações da Odebrecht.

Sérgio Moro, Ministro da Justiça – Juiz federal, se tornou conhecido pela Operação Lava Jato e por todas as polêmicas que a envolvem. Moro foi o principal responsável pela prisão arbitrária do ex-presidente Lula (PT), e sua indicação comprova o caráter político e seletivo de seu julgamento, e seu papel central na eleição de Bolsonaro.

General Augusto Heleno, Ministro da Defesa – Comandou a missão brasileira no Haiti, conhecida por diversas denúncias de violações de direitos humanos, e representa junto ao vice-presidente, General Mourão, o retorno de militares brasileiros ao poder deste o fim da Ditadura Militar.