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É preciso marcar nova data da Greve Geral e aumentar a mobilização contra a Reforma da Previdência

01.12.17 Geral, Notícias Tags:,

A Federação Nacional dos Trabalhadores Metroferroviários lamenta a decisão das maiores Centrais de cancelamento da greve nacional do dia 5.

O objetivo fundamental desta greve era demonstrar o repúdio da população brasileira em relação a Reforma da Previdência e a resistência de alguns setores mais organizados da classe trabalhadora.

A convocação da greve estava sendo feita de forma unitária e muitos sindicatos combativos estavam engajados no debate com suas bases, sobre a importância de paralisação das atividades no dia 5.

É fato que o governo está com dificuldade de aprovar a Reforma da Previdência por ser muito impopular e assim garantir o número mínimo de deputados pra votar. É fato também que algumas categorias não estavam suficientemente mobilizadas. Não porque a base não está contra a reforma, mas porque alguns sindicatos não estavam cumprindo sua obrigação. No entanto, o papel da greve do dia 5 era de demonstrar resistência contra qualquer tentativa de aprovação da Reforma, seja no dia 5, seja em qualquer outro dia.

Uma greve nacional em um país com as dimensões do Brasil não se constrói do dia para noite. E nem se desmarca do dia para noite. Essa decisão foi uma decisão de alta cúpula que não se preocupou com o esforço que vinha sendo realizado por baixo nas categorias.

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Além disso, trata-se de um grande erro político, pois era uma grande oportunidade não apenas de derrotar a Reforma da Previdência, como também de dar passos no sentido de retomar a ofensiva dos movimentos sociais contra os fortes ataques do governo Temer.

Erro maior com o fato de a nota das poucas Centrais que decidiram isso em desmarcar a data sem apontar nenhuma outra data.

Nesse sentido, acreditamos ser necessário que o dia 5 continue sendo um dia de lutas, com a manutenção dos atos marcados.

Não acreditamos que haja negociação com o governo em relação a este tema. Temer, Rodrigo Maia e companhia já afirmaram por diversas vezes que querem atender aos anseios dos empresários e do mercado financeiro e aprovar este grande ataque sobre nossa aposentadoria.

Portanto, não há alternativa que não seja construir a resistência, com a mobilização da classe trabalhadora.

Diante disso, nos somamos àqueles que repudiam essa decisão e propõe que os atos sejam realizados em todas as cidades no dia 5 de dezembro. E mais do que isso, consideramos fundamental a realização de uma greve nacional ainda antes da votação da reforma. Mas para isso é necessário que as Centrais e todo movimento sindical realmente se empenhem na sua preparação.