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Em São Paulo, metroviários resistem à privatização da Linha 15-Prata

12.06.18 Destaques, Notícias, São Paulo

O Metrô de São Paulo corre o risco de ter mais uma Linha privatizada. Antes de se licenciar do cargo, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) autorizou o leilão da Linha 15-Prata, do monotrilho, que está previsto para o dia 26 de junho.

Quarta linha a ser privatizada, será leiloada por um lance mínimo de R$ 153,3 milhões. A Fenametro repudia esta política privatista, e denuncia as privatizações não apenas em São Paulo, mas em todo país. A privatização não traz nenhum benefício para população e nem para os trabalhadores, já que traz aumento da tarifa, demissões e precarização do serviço, além de estar intimamente conectada com a corrupção.

De acordo com a Secretaria de Transportes, a Linha será entregue com 9 estações prontas e 27 novos trens, com um investimento de R$ 5,2 bilhões por parte do Estado. O governo, assim como fez com a Linha 5-Lilás, entregará à iniciativa privada linhas prontas, novos trens e sistema implementado, ou seja, ônus de construção unicamente para o Estado. O lance inicial previsto no leilão não chega a cobrir nem os investimentos iniciais feitos pelo governo.

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Categoria irá resistir

Os metroviários de São Paulo irão resistir a privatização. Em assembleia da categoria realizada no dia 6, os trabalhadores tiraram algumas mobilizações contra a retirada de direitos, a privatização e a terceirização.

Em relação a privatização, há uma perspectiva de greve da categoria, que será debatida em assembleia no dia 19.

Além disso a assembleia aprovou que nenhum metroviário deve contribuir com o avanço da privatização, ou seja, ninguém deve dar treinamento para metroviários das empresas que ganharam o leilão das Linhas 5-Lilás e 17-Ouro.

A Fenametro apoia essa luta! Nenhum direito a menos e nenhuma privatização.