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Consciência negra e classista para lutar por nenhum direito a menos e pela vida do povo negro!

20.11.17 Geral, Notícias

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O dia 20 de novembro é uma data fundamental da história do povo brasileiro. Neste dia, em 1695, morreu Zumbi dos Palmares, líder de um dos maiores quilombos de resistência contra a escravidão negra.

Por muito tempo, esta data foi apagada de nossa história, dos livros didáticos, da memória coletiva. Isso ocorreu porque o racismo sempre inferiorizou o povo negro e sua resistência.

A formação social brasileira foi um processo marcado por extrema desigualdade social e racial. Foram mais de 350 anos de escravidão em que o povo negro, sequestrado da África foi superexplorado, humilhado, agredido, estuprado.

A ideologia racista que justificou essa forma de exploração do trabalho persiste até os dias atuais. O fim formal da escravidão não veio acompanhado de uma integração da população negra brasileira nas mesmas condições de igualdade.

Nossa cor e nossa raça ainda são o “biotipo” suspeito da polícia. Embora existam milhares de exemplos de mulheres e homens negros que superaram dificuldades e conseguiram chegar a lugares antes inimagináveis, como excelência de pesquisas acadêmicas, a verdade é que ser negro e pobre no Brasil ainda é um risco. Não a toa podemos dizer que há um verdadeiro genocídio contra a juventude negra nas periferias das grandes cidades brasileiras.

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Celebrar a consciência negra no dia 20 é denunciar essa realidade. É fazer valer algumas conquistas do movimento negro, como as cotas nas universidades públicas e o enquadramento do racismo como crime.

Entre os círculos da alta burguesia brasileira impera a naturalidade racista expressa pelo jornalista da rede globo Willian Waack. Essa realidade só pode ser transformada com a luta do povo negro na rua, com a aliança das demandas do movimento de combate à discriminação racial com as demandas da luta da classe trabalhadora.

Seguimos por nenhum direito a menos e contra a matança de jovens negros promovida pela polícia, representante da lógica do Estado, que historicamente tirou os negros e negras da condição de escravidão e os jogou nas piores condições de trabalho.

Viva o 20 de Novembro!
Viva Zumbi! Viva Dandara!
Basta de racismo e exploração!