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Desvalorização da cultura e políticas de cortes de gastos são responsáveis por incêndio no Museu Nacional

03.09.18 Geral, Notícias Tags:,

Na noite deste domingo, 2, o Brasil viveu uma tragédia anunciada: o incêndio e destruição do Museu Nacional.

Fundado em 1818, por Dom João VI, o Museu Nacional, localizado na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro, tinha o quinto maior acervo do mundo, com mais de 20 milhões de peças.

Foi residência da família real portuguesa e completou 200 anos recentemente.

As perdas são incalculáveis e ainda não há informações oficiais sobre tudo que foi perdido. O museu continha um acervo de antropologia e ciências naturais, com catálogos de geologia, paleontologia, botânica, zoologia e arqueologia.

Nele estava localizado o fóssil humano mais antigo encontrado no Brasil, Luzia, de 12 anos, além de múmias egípcias e da América Laina, artefatos greco-romanos, a reconstituição do dinossauro Maxakalisaurus topai, e o maior acervo de línguas indígenas do mundo – centenas das quais não existem mais, além de coleções da cultura indígena e afro-brasileira, assim como do livros e obras raras e objetos do da vida da família real portuguesa no país.

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Foram incendiados duzentos anos de pesquisa, trabalho, e outros milhões de história das civilizações e animais da América.

O Museu, assim como diversos equipamentos culturais no Brasil, vinha sofrendo com a falta de investimentos, há décadas, e que foi agravada com as recentes políticas de austeridade, como os cortes de verbas da PEC 55, no governo Temer.

A destruição do acervo representa um golpe na memória dos brasileiros, que perdem uma grande referência da sua história e de suas lutas.

Repudiamos as políticas de austeridade, e fazemos um alerta para que tenhamos mais investimentos públicos nas áreas de cultura, educação, saúde e transportes.