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Empregados da RioTrilhos são caluniados por reportagem do jornal O Globo

09.02.17 Notícias, Rio de Janeiro Tags:, ,

O jornal O Globo publicou no domingo, 5 de fevereiro, uma reportagem intitulada “CTC e Riotrilhos: elas ainda estão entre nós” com graves e falsas acusações sobre metroviários do Rio de Janeiro que são empregados da empresa RioTrilhos.

A Federação Nacional dos Metroferroviários (Fenametro) se solidariza com os empregados que se sentiram agredidos pela reportagem, os diversos técnicos, engenheiros, arquitetos e funcionários do administrativo. Infelizmente a imprensa brasileira tem sido utilizada para defender a privatização, que no Rio de Janeiro precarizou muito o sistema metroferroviário.

A RioTrilhos, ao contrário do informado pela reportagem, não se encontra em liquidação. A realidade dos empregados também é muito diferente do informado na chamada “A RioTrilhos, com 436 funcionários, praticamente não tem atividades desde a privatização do metrô”. Após o processo de privatização, mesmo sem operar o sistema, a empresa – e seus funcionários – passaram a ter como principais atribuições o planejamento, projeção e fiscalização da construção das obras civis e dos sistemas operacionais da rede metroviária do Estado do Rio de Janeiro.

Além disso, parte do corpo técnico trabalha para a AGETRANSP (Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários e Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro), que não possuía e não possui até hoje funcionários e estrutura para fiscalizar os sistemas concedidos à iniciativa privada. Hoje, além do sistema metroferroviário, estes trabalhadores também fiscalizam e acompanham o sistema de transporte aquaviário de passageiros, operado pela CCR BARCAS.

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Parte importante também são os empregados do setor administrativo, responsáveis por administrar estas diversas áreas técnicas e o patrimônio que não foi vendido as concessionárias no processo de privatização.

Na reportagem há ainda outras imprecisões. O quadro de empregados divulgado, de 436, é inflado. Hoje cerca de 150 empregados estão cedidos à òrgãos do Estado, do município e da União, e inclusive aos poderes Judiciários e Legislativo. Existem ainda 90 cargos comissionados, com a prerrogativa da nomeação de chefes, gerentes e coordenadores pelo presidente da empresa.

A Federação acredita que é necessário o direito de resposta dos metroviários, que tiveram seu trabalho cotidiano ignorado. Ressaltamos também que a privatização provou-se no Rio de Janeiro como danosa aos usuários, aos funcionários e ao sistema, dado que no Rio temos hoje a tarifa mais cara do país, o menor salário dos metroviários e uma intensa falta de funcionários, que poderiam oferecer atendimento de qualidade à população.

Privatização não é a solução! Pelo reconhecimento dos funcionários da RioTrilhos