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Privatização | Metrô de BH deixa mulheres sem vagões exclusivos; Fenametro critica retrocesso

05.11.26 Destaques, Notícias Tags:, , , ,

Fenametro critica retrocesso na segurança das mulheres após a concessão do sistema à iniciativa privada. Câmara Municipal cobra explicações da concessionária sobre o fim da medida.

A privatização do metrô de Belo Horizonte, em 2023, foi acompanhada pela suspensão dos vagões exclusivos para mulheres, medida adotada em 2019 para ampliar a segurança das passageiras. Três anos depois, a ausência desse serviço é alvo de questionamentos da Câmara Municipal e reacende o debate sobre os impactos da gestão privada na qualidade e na proteção oferecidas pelo transporte público.

A Fenametro critica o abandono de uma política voltada à segurança das mulheres e questiona as prioridades da concessionária Metrô BH. A Comissão de Mulheres da Câmara aprovou um pedido de informações, de autoria do vereador Dr. Bruno Pedralva (PT), cobrando explicações sobre os motivos da suspensão, os obstáculos para a retomada dos vagões e as ações de prevenção ao assédio e acolhimento às vítimas.

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A preocupação é respaldada pelos números da violência. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, Minas Gerais registrou, em 2025, quase 800 casos de assédio sexual e mais de 4 mil ocorrências de importunação sexual.

Para a Fenametro, o caso evidencia uma contradição da privatização: enquanto a exploração do transporte passa às mãos da iniciativa privada, direitos e necessidades da população não podem ficar subordinados à lógica de custos e rentabilidade. Segurança, prevenção à violência e qualidade do serviço são responsabilidades permanentes de quem administra o sistema.

A entidade defende transparência, fiscalização e políticas efetivas de proteção às passageiras. O transporte público deve atender ao interesse coletivo, não à lógica do lucro.

A segurança das mulheres é um direito. O transporte público é um serviço essencial, não um negócio!Enxugue o texto para publicação sindicalReforce a crítica à privatização