#8M | Metroviárias na linha de frente pela vida, por segurança e pelo trabalho digno
06.03.26 Destaques, Notícias
Neste 8 de Março, a Federação Nacional dos Metroviários e Metroviárias (Fenametro) reafirma seu compromisso com a luta das mulheres trabalhadoras, em especial das companheiras que atuam diariamente no sistema público de transporte sobre trilhos em todo o Brasil.
As e os agentes de segurança estão na linha de frente de um serviço essencial. E além deles, o Metrô também conta com operadoras de trem, agentes de estação, técnicas, engenheiras, administrativas e profissionais da manutenção que garantem, todos os dias, o direito de ir e vir de milhões de brasileiras e brasileiros. Em um contexto de aumento da violência urbana e de casos de assédio e abuso contra mulheres, as trabalhadoras e trabalhadores do setor são preparados para agir com responsabilidade, acolhimento e firmeza diante de situações de violência e importunação sexual dentro do sistema.
A segurança no transporte público é parte central da política de proteção às mulheres. O sistema sobre trilhos, por sua estrutura, organização e presença constante de equipes treinadas, é um espaço estratégico no enfrentamento à violência. Investir no transporte público estatal, com qualidade e presença de trabalhadores concursados e capacitados, é investir também na proteção das mulheres, na prevenção de abusos e na construção de cidades mais seguras e humanas.
A Fenametro defende que a segurança não se faz com precarização, terceirização ou retirada de direitos. Pelo contrário: é com valorização profissional, formação contínua, ampliação de equipes e fortalecimento das empresas públicas que se garante um serviço eficiente e preparado para proteger a população.
Neste 2026, a Federação também se soma à agenda unitária do movimento de mulheres, que vai às ruas contra o feminicídio e contra todas as formas de violência sexual. Mas vai além. Levanta a luta pelo fim da escala 6×1, que penaliza especialmente as mulheres trabalhadoras; contra o imperialismo, que aprofunda desigualdades e conflitos; pela soberania nacional; pela democracia; e por trabalho digno, com direitos, salário justo e condições humanas de jornada.
Não há justiça social sem igualdade de gênero. Não há democracia plena com mulheres ameaçadas dentro e fora do trabalho. E não há desenvolvimento soberano sem um sistema público de transporte forte, estatal e acessível.
Neste 8 de Março, a Fenametro reafirma: mulheres metroviárias em luta movem o Brasil — com coragem, organização e compromisso com a vida.




