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Leandro Felix: Sindicato é pra Lutar!

21.05.26 Destaques, Notícias, Opinião do Diretor

A história do movimento sindical brasileiro foi construída pela coragem coletiva, pela organização popular e pela luta contra a exploração da classe trabalhadora. Durante décadas, os sindicatos foram instrumentos de resistência, consciência política e defesa da dignidade dos trabalhadores. Graças à luta sindical, direitos foram conquistados e jornadas abusivas foram reduzidas. Com isso, a classe trabalhadora passou a ocupar espaço nas grandes decisões do país.

Com o tempo, porém, parte desse espírito combativo foi enfraquecido pelo avanço das políticas neoliberais, pelas reformas trabalhistas, pela precarização e pelas tentativas de criminalizar os movimentos sociais. Em muitos casos, o sindicalismo tornou-se mais institucional e distante das bases, provocando desânimo, fragmentação e motivo da perda de confiança entre os trabalhadores e trabalhadoras.

Mesmo nesse cenário, o Sindmetro/PE se destaca pela firmeza e compromisso com a luta coletiva. Enquanto muitos recuaram, os metroviários seguiram mobilizados, denunciando o sucateamento do sistema, enfrentando ameaças de privatização e defendendo tanto os direitos da categoria quanto o acesso da população a um transporte público de qualidade.

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A nossa atuação demonstra que a luta sindical permanece viva quando há compromisso real com os trabalhadores e com a sociedade. Os metroviários e metroviárias compreenderam que defender direitos trabalhistas também significa defender serviços públicos acessíveis, seguros e eficientes.

Em um período em que muitos acreditam que o sindicalismo perdeu força, os Sindmetro/PE prova o contrário: organização, unidade e mobilização continuam sendo ferramentas essenciais contra o desmonte dos serviços públicos e a retirada de direitos. Sua resistência representa não apenas a defesa do presente, mas também um compromisso com as futuras gerações de trabalhadores.

O Sindmetro/PE mantém viva uma tradição histórica de luta que jamais pode ser esquecida. Porque direitos não são concessões: são conquistas da organização coletiva. Seguiremos juntos enquanto correr sangue em nossas veias.