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Greve histórica dos metroviários de São Paulo completa 4 anos

08.06.18 Notícias

Às vésperas do início da Copa do Mundo em 2014, os metroviários de São Paulo realizaram uma greve histórica, de 5 dias, que completa neste mês 4 anos.

A Copa daquele ano seria celebrada no Brasil, e a categoria entrou em greve dias antes da cerimônia de abertura. Havia naquele momento no país um grande questionamento em relação aos gastos e políticas aplicadas para realização da Copa. A população pedia por escolas, hospitais e um transporte “padrão Fifa”, questionando a verba investida em estádios e o valor insuficiente para saúde, educação e outras áreas sociais.

A luta da categoria foi levada ao noticiário internacional, em especial pela grande repressão sofrida, que envolveu prisões, punições as entidades sindicais, repressão policial – inclusive dentro de estações de metrô, com bombas e balas de borracha – além da demissão de 42 trabalhadores.

Os metroviários resistiam a retirada de direitos, e reivindicavam um modelo de transporte público, estatal e de qualidade.

A luta da categoria ainda segue presente, e neste ano conseguiu mais uma vitória: todos os trabalhadores demitidos foram reintegrados.

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Destes 42, dois foram readmitidos de maneira imediata, e três dirigentes sindicais, Alex Fernandes e Dagnaldo Gonçalves, diretores do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, e Paulo Pasin, então presidente da Fenametro, ganharam na justiça sua readmissão, tendo que provar inocência frente acusações absurdas do Metrô.

Em abril de 2016, em ação coletiva, 37 trabalhadores ganharam na 2ª instância o processo de demissão de justa causa, porém sem conseguir a readmissão imediata.

A vitória é muito importante, pois reafirma um direito dos trabalhadores, que é de realizar greves, e fortalece a luta coletiva e sindical.

Nestes quatros anos, a categoria realizou diversas lutas e manifestações pela readmissão dos demitidos, e de maneira solidária colaborou financeiramente para manutenção das necessidades dos companheiros.

Os metroviários também receberam neste período grande solidariedade nacional e internacional, de parlamentares do PSOL, PT e PCdoB, assim como ações de diversos sindicatos e juristas.