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Metroviários contestam versão do Metrô sobre acidente na Linha 15-Prata e expõe problemas do monotrilho

07.02.19 Destaques, Notícias, São Paulo

Com menos de um mês de funcionamento em horário integral, a Linha 15-Prata já conta com vários incidentes, o mais grave na terça-feira, 29, com a colisão de 2 trens durante o estacionamento na Estação Jardim Planalto.

O Metrô culpabilizou para imprensa um trabalhador da Linha pelo acidente, versão que é duramente contestada pelo Sindicato dos Metroviários de São Paulo.

De acordo com Raimundo Borges Cordeiro, coordenador geral do Sindicato, o Metrô buscar esconder o real problema e a verdadeira natureza do acidente pode causar outros.

Os diretores do Sindicato explicaram em coletiva de imprensa nesta quinta-feira, 7, que uma série de problemas podem ter causado o acidente, como fragilidades de segurança devido a utilização do sistema CTBC, e a ausência de cabine e condutor de trem na Linha.

De acordo com Wagner Fajardo, coordenador geral do Sindicato, o sistema é falho e há outras Linhas do Metrô como a 2-Verde, que contam com outras medidas de segurança além do CBTC, que rebaixa os padrões de segurança utilizados pelo Metrô há mais de 40 anos.

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Fajardo ainda explica que se o Metrô não ouvir a categoria e implementar mudanças, os trabalhadores e usuários da Linha estarão em risco. Ele afirma que nem o Sindicato e nem a CIPA puderam participar das investigações sobre as causas do acidente.

Situação da Linha 4-Amarela pode ser pior

Os diretores ainda relembraram que a situação da Linha 4-Amarela, onde também não há condutor de trem, pode ser pior, já que o funcionário presente no trem durante o trajeto dos usuários é muito precarizado, e cumpre 3 funções, a de segurança, agente de estação, e se necessário, condutor do trem.

No acidente da Linha 15-Prata a situação só não foi pior pois um operador de trem, dedicado apenas para esta função, estava presente e conseguiu acionar o freio de emergência do trem, numa situação em que segundos fizeram a diferença.

O Sindicato acredita que são necessárias mudanças na Linha para garantir a segurança dos usuários e trabalhadores, como estudo para inclusão de cabine e operação nos padrões utilizados hoje pelo Metrô.