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Metrô de Teresina deve voltar na 2ª quinzena de agosto

25.07.11 Piauí

locomotiva metrodeteresina terminalApós o sexto descarrilamento do Metrô de Teresina, a Companhia Metropolitana de Transportes Públicos (CMTP), resolveu adiar o funcionamento do transporte. A previsão era que no próximo dia 25, os usuários poderiam retornar a utilizar o Metrô. No entanto, a Companhia informou na tarde desta sexta-feira (22) que a liberação do transporte só ocorrerá na primeira quinzena de agosto.

 

No final da tarde desta quinta-feira (21), quando atravessava a rua Mato Grosso, no bairro Ilhotas, zona sul de Teresina, o metrô descarrilou pela sexta vez em apenas três meses. No momento em que o segundo vagão saiu dos trilhos, apenas o maquinista estava no metrô e não se feriu. O metrô descarrilou nos dias 14 de abril, no bairro Ilhotas; 24 de abril, no mesmo bairro; 16 de maio, no Renascença; dia 24 de junho, no bairro Matinha; e no dia 13 deste mês, no pátio de manobras.

O último incidente foi ocasionado por um desnível de 7mm na linha férrea. Desde o mês passado que a CMTP tem realizado testes na linha férrea do metrô, conforme Antônio Sobral, diretor administrativo da Companhia, garantiu que todas as medidas estão sendo tomadas para garantir a segurança do transporte utilizado por uma média de 12 mil pessoas/dia.

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“Temos que concluir a troca dos dormentes (madeiras que seguram os trilhos). Cerca de 3.900 dormentes já foram trocados. O metrô só voltará a funcionar após todas as medidas concluídas. Até lá estamos fazendo os testes dinâmicos para garantir a seguranças das pessoas que precisam do transporte”, explicou.

Por conta dos diversos descarrilamento, o Ministério Público Estadual solicitou uma vistoria técnica do Conselho Regional de Engenharia de Arquitetura (CREA) em toda a linha férrea. O laudo do CREA apontou a necessidade da troca emergencial dos dormentes estragados nos trilhos da linha férrea. Cerca de 34,12% já não possuem condições que garantam a segurança do trem.

O percentual está acima do nível aceitável para a circulação de trens com segurança, já que a tolerância é de 20%, conforme resolução da Agência Nacional de Transportes (ANTT). Entretanto, a CMTP já havia iniciado a troca de 4 mil dormentes que ainda não foram concluídos. No caso dos outros 4 mil dormentes, o Governo ainda aguardará a abertura de um processo licitatório para a contratação de uma empresa para a troca dos dormentes.