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Mais uma morte nos trilhos do Metrô Rio

18.04.13 Rio de Janeiro

15 anos de concessão, 15 anos de “suícidios”

No dia 08/04/2013, por volta das16 horas na estação de Cinelândia,ocorreu mais um “suicídio” no sistema metrô. O aumento do número de ocorrências desse tipo nos chama a atenção e sucinta questionamentos.Sabemos que nos quinze anos de concessão já ocorreram vários “suicídios”, mas não com essa incidência e intervalos tão curtos, onde tivemos ocorrência em Pavuna, Glória,Cardeal Arco Verde, Saens Pena e Cinelândia. Na estação de Gloria uma senhora desorientada caiu na via e por sorte não veio a óbito, mas em Pavuna um jovem caiu no vão do trem e a plataforma e não teve a mesma sorte, bem como as vítimas em outras estações.

Devido a tantas ocorrências desse tipo nos perguntamos: será que todas as ocorrências foram mesmo suicídio? Será que em todas foram abertos inquéritos policiais e investigados os fatos, ou tudo ficou a cargo da concessão privada, que a princípio,não teria atribuição legal para tal?

Quanto a isso, o Ministério Público poderá ser acionado. Agora o que está evidente é que não há efetivo suficiente nas estações, às escalas de serviço são desumanas e a empresa não tem isenção para atuar diante de situações de “suicídio”.

O Sindicato dos Metroviários do Rio já denunciou que o suposto apoio dado pelo Metrô Rio aos empregados envolvidos nesse tipo de ocorrência é diferenciado e discriminatório, pois privilegia um em prol de outros.

Nesse último suicídio em Cinelândia, os Agentes de Segurança tiveram que colocar a mão na massa literalmente, ou seja, pegaram a massa cefálica e as vísceras da vítima com as mãos tendo contato com o sangue e pasmem, ao final da operação ainda retornaram para o posto de trabalho sem antes passar por uma avaliação psicológica.

A empresa também não disponibiliza profissional habilitado para dar apoio à família da vitima, ou seja, a única Assistente Social na empresa tem que atender a mais de dois mil funcionários, sendo humanamente impossível prestar mais esse auxílio.

Para piorar os gestores presentes no local bateram “cabeça”, segundo consta, faltou organização e liderança durante a operação, fato evidenciado pela liberação da via, sem antes haver uma varredura adequada.

O Sindicato dos Metroviarios do Rio solicitará uma reunião urgente com o novo diretor de operações para tratarmos desse e de outros assuntos, já que a gerencia jurídica do Metrô Rio não se pronunciou sobre ofício enviado pelo sindicato, justamente solicitando informações a respeito da situação da segurança do Metrô Rio.

Os metroviários do Rio estão preocupados com este quadro de insegurança, afinal o que não falta na cidade são grandes eventos como: Jornada Mundial da Juventude, Copa das Confederações, Rock in Rio, Copa do Mundo, Olimpíadas, Reveillon, Operação Verão, Carnaval entre outros.

Fonte : Linha Direta Publicação Oficial do SIMERJ.

Veja também  8º Congresso dos Metroviários do Rio de Janeiro, de 27 a 29 de setembro