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População de São Paulo confirma: privatização do Metrô é erro grave

05.03.26 Destaques, Notícias, São Paulo

A mais recente pesquisa de satisfação dos usuários do Metrô revelou um dado incontestável: mais de 75% da população classifica o serviço como “muito bom” ou “bom”. O reconhecimento é direto a quem faz o sistema funcionar todos os dias — os metroviários e metroviárias.

A Fenametro reafirma: quando o serviço é público, com trabalhadores concursados, formação técnica e compromisso social, o resultado aparece. A aprovação popular desmonta o discurso de que “privatizar traz mais eficiência”. Se o sistema funciona e é bem avaliado, por que entregar à iniciativa privada?

Serviço de qualidade, mas ataque aos trabalhadores

Enquanto os passageiros reconhecem a excelência do atendimento, a direção da empresa avança com terceirizações, plano de carreira que aprofunda desigualdades e práticas que penalizam trabalhadores — inclusive mulheres em licença-maternidade e profissionais afastados por licença médica.

É contraditório: o serviço recebe elogios, mas a gestão rebaixa avaliações individuais e investe na precarização. A qualidade do Metrô é fruto do trabalho direto da categoria, não de políticas de desmonte.

Concessões “casadas” e risco às linhas atuais

A estratégia do governo tem sido leiloar linhas já existentes junto com novos projetos, como ocorreu na concessão da Linha 7–Rubi com o Trem Intercidades. O objetivo é tentar usar o desejo legítimo da população por expansão da malha como argumento para privatizar estruturas prontas e lucrativas.

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Há previsão de novos leilões envolvendo futuras linhas, e permanece a preocupação: as linhas atuais também entrarão nesse pacote?

A resposta dependerá da pressão das empresas interessadas, mas, sobretudo, da mobilização dos trabalhadores e da sociedade.

Metro público é sinônimo de soberania e direito à cidade

A Fenametro reafirma seu compromisso histórico com um sistema público, estatal e de qualidade. O transporte sobre trilhos não pode ser tratado como mercadoria. Ele é parte estratégica do desenvolvimento urbano, da mobilidade sustentável e do direito da população à cidade.

Se a própria população reconhece a qualidade do serviço, o caminho é fortalecer o Metrô público — com concurso, valorização profissional e investimento — e não entregar um patrimônio construído com recursos públicos à lógica do lucro.

A luta segue nos trilhos.