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Reino Unido avança na reestatização das ferrovias. Chega de privatização!

24.02.26 Destaques, Notícias Tags:, ,
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O governo do Reino Unido deu mais um passo concreto na retomada do controle público sobre o sistema ferroviário. A ampliação da gestão estatal das linhas reforça uma tendência que vem ganhando força na Europa: depois de décadas de privatizações marcadas por tarifas altas, falhas operacionais e precarização do trabalho, cresce o reconhecimento de que transporte é direito – e não mercadoria.

A criação da Great British Railways, estrutura que passa a coordenar e integrar a malha ferroviária sob comando público, simboliza essa mudança de rumo. A proposta é reorganizar o sistema, garantir mais eficiência, reduzir custos para os usuários e dar maior estabilidade aos trabalhadores do setor.

O movimento britânico ocorre após anos de críticas ao modelo privatizado implantado nos anos 1990, que fragmentou a operação ferroviária entre diversas empresas. O resultado foi aumento de subsídios públicos às operadoras privadas, serviços irregulares e sucessivas greves por melhores condições de trabalho.

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A experiência do Reino Unido reforça um debate central também no Brasil: transporte sobre trilhos é estratégico para o desenvolvimento, para a mobilidade urbana e para a soberania nacional. Quando o Estado assume seu papel de planejador e operador, o foco deixa de ser o lucro imediato e passa a ser a qualidade do serviço e o interesse coletivo.

Para a Fenametro, o exemplo britânico demonstra que a reestatização não é retrocesso – é correção de rumo. Sistemas públicos fortes significam mais segurança, mais investimento, valorização dos trabalhadores e tarifas mais justas para a população.

Em um cenário global de crise climática e necessidade de mobilidade sustentável, fortalecer o transporte ferroviário público é uma escolha que aponta para o futuro.