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Resistência dos ferroviários arranca recuo de Tarcísio. Só a luta muda a vida!

06.08.26 Destaques, Notícias Tags:, , ,

A mobilização e a unidade dos ferroviários de São Paulo obrigaram o governo Tarcísio de Freitas a recuar. Após dois dias de greve histórica contra a privatização das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM, a categoria decidiu suspender a paralisação em assembleia realizada nesta quarta-feira (5), depois que o governo assumiu o compromisso de encaminhar um projeto para garantir a absorção dos trabalhadores.

A greve teve início na terça (4) em defesa dos empregos, dos direitos da categoria e do transporte público. A forte adesão ao movimento e a disposição de luta dos ferroviários pressionaram o governo estadual, que foi obrigado a apresentar uma proposta durante audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

Pelo acordo firmado, o governo se compromete a enviar um projeto que assegure a absorção dos empregados diante do processo de concessão das linhas. A categoria, no entanto, decidiu manter o estado de greve, deixando claro que continuará mobilizada e vigilante para garantir que o compromisso seja efetivamente cumprido.

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Para a Federação Nacional dos Metroferroviários (Fenametro), o resultado demonstra que apenas a organização e a luta coletiva são capazes de enfrentar o projeto de privatização imposto pelo governo Tarcísio de Freitas.

“A resistência dos ferroviários foi decisiva para arrancar esse avanço. O governo só apresentou uma proposta porque encontrou uma categoria unida, organizada e disposta a defender seus direitos. A luta mostrou que privatizar não é um processo sem resistência. A Fenametro seguirá ao lado dos ferroviários até que todos os compromissos sejam cumpridos e os direitos da categoria estejam garantidos”, destaca a Federação.

A Fenametro reafirma seu total apoio aos ferroviários paulistas e reforça que a defesa dos empregos está diretamente ligada à defesa de um transporte público seguro, de qualidade e sob controle público. A luta continua contra a privatização e em defesa dos trabalhadores e da população.