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Brumadinho: não foi acidente! Vale é criminosa!

28.01.19 Minas Gerais, Notícias

Na sexta-feira, 25, uma barragem em Brumadinho, Minas Gerais, pertencente a Vale, rompeu e causou uma grande tragédia, levando um número ainda incerto de vidas e enorme destruição do meio ambiente. Até o momento foram confirmadas 60 mortes e 292 desaparecidos, e os rejeitos de lama já contaminaram rios da região e podem chegar ao Rio São Francisco.

A barragem é parte do complexo da Mina Córrego do Feijão, e ao romper transbordou outra. Há risco de outras barragens próximas se romperem.

A Vale informou que haviam 427 funcionários no local, entre empregados da mineradora e e terceirizados. Há ainda desaparecidos de comunidades próximas e pousadas da região.

A Justiça bloqueou, a pedido do Ministério Público Estadual, até o momento, R$ 11 bilhões da Vale, para garantir recursos para indenizações e despesas ambientais. A empresa recebeu duas multas, uma de R$ 250 milhões aplicada pelo Ibama – valor máximo estipulado – e R$ 99 milhões, do governo de Minas Gerais.

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O rompimento da barragem não foi um acidente, e sim um crime. A Vale, empresa que foi privatizada na década de 1990 esteve envolvida em outra recente tragédia, da Samarco, em 2015, empresa em que era acionista e cujo rompimento de uma barragem em Mariana matou 19 pessoas, destruiu comunidades próximas e contaminou o rio Doce.

A Fenametro acredita que a Vale é responsável pela tragédia e deve ser responsabilizada por seus atos. Reivindicamos sua reestatização, bloqueio de bens e punição dos culpados.

Acreditamos também que a legislação ambiental precisa servir para proteção do meio ambiente, e estamos em defesa das populações ribeirinhas, dos quilombolas, da agricultura familiar e dos indígenas.

Nos preocupa que o país esteja comandado por aqueles que defendem a flexibilização da legislação já existente para favorecer o agronegócio e as mineradoras.

Toda solidariedade aos trabalhadores da Vale,  familiares dos desaparecidos e a todos moradores da cidade.