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Metroviários de SP indicam greve para 13/05 contra ataques de Tarcísio ao transporte público

07.05.26 Destaques, Notícias Tags:, , ,
Ilustração: Sindicato dos Metroviários de São Paulo

Os trabalhadores e trabalhadoras do Metrô de São Paulo realizam assembleia decisiva no próximo dia 12 de maio para deliberar sobre a greve marcada para iniciar à 0h de quarta (13). A mobilização acontece em meio ao aprofundamento dos ataques do governo de Tarcísio de Freitas ao transporte público, aos direitos da categoria e aos serviços essenciais prestados à população.

A categoria denuncia a falta de funcionários, os ataques ao plano de saúde, a sobrecarga de trabalho e o avanço da política de privatizações promovida pelo governo estadual.

Nos últimos anos, o quadro de trabalhadores do Metrô foi drasticamente reduzido. Em cerca de uma década, o número de funcionários caiu pela metade, enquanto a demanda de passageiros segue crescendo diariamente. A consequência é o aumento da pressão sobre os metroviários, adoecimento da categoria e riscos cada vez maiores para a operação do sistema.

Mesmo diante desse cenário, os trabalhadores seguem garantindo um serviço reconhecido pela população pela qualidade e eficiência. Reportagens recentes exibidas pelo programa Fantástico mostraram os bastidores do funcionamento do Metrô e evidenciaram o alto nível de comprometimento dos metroviários para manter o sistema funcionando.

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Para a Federação, a situação expõe a contradição entre a excelência do serviço prestado pelos trabalhadores e o tratamento dado pelo governo estadual à categoria.

A assembleia que definirá os rumos da mobilização acontece no dia 12 de maio, às 18h, com transmissão pelo canal do Sindicato dos Metroviários.

A mobilização também ocorre em meio às críticas crescentes à política de privatizações do governo Tarcísio. A categoria denuncia que os contratos com concessionárias privadas beneficiam grandes grupos econômicos enquanto aumentam os custos para a população e precarizam os serviços públicos.

Os metroviários também relacionam os ataques ao Metrô ao mesmo modelo aplicado na privatização da Sabesp e na expansão dos pedágios em rodovias paulistas, medidas que têm ampliado os lucros das concessionárias às custas do bolso da população trabalhadora.

Para a Fenametro, defender o Metrô público é defender mobilidade urbana, direito à cidade, valorização dos trabalhadores e um projeto de desenvolvimento voltado às necessidades do povo brasileiro.